Mamoplastia: complicações que podem gerar indenização judicial
- Pedro Faveret
- 16 de abr.
- 2 min de leitura
A mamoplastia — cirurgia que envolve aumento, redução ou lifting das mamas — está entre as cinco procedimentos plásticos mais realizados no Brasil. Com esse volume, é natural que os casos de complicações e resultados insatisfatórios também sejam expressivos. Mas nem toda complicação justifica uma ação judicial — saber distinguir é fundamental.
Tipos de mamoplastia e suas complicações mais comuns
Cada tipo de cirurgia de mama tem seus próprios riscos:
Mamoplastia de aumento (próteses): implante mal posicionado, contratura capsular, assimetria, ruptura de prótese
Mamoplastia de redução: necrose de aréola ou mamílo, cicatrizes hipertróficas, perda de sensibilidade
Mastopexia (lifting): retração cicatricial, assimetria de aréola, resultados asimétricos
Quando a complicação configura erro médico?
A contratura capsular, por exemplo, é uma resposta biológica do organismo à prótese e pode ocorrer mesmo com técnica impecável. Já um implante posicionado de forma incorreta desde o início, uma prótese de tamanho inadequado para a anatomia da paciente ou uma necrose por manipulação excessiva do tecido podem indicar falha técnica.
A análise técnica precisa avaliar o planejamento pré-operatório, a técnica utilizada, o acompanhamento pós-operatório e a evolução documentada do caso — não apenas o resultado final.
O papel do assistente técnico em casos de mamoplastia
Em processos envolvendo cirurgia de mama, o assistente técnico avalia a indicação cirúrgica, a escolha e o posicionamento do implante, a adequação da técnica à anatomia da paciente, e se as complicações apresentadas estão dentro dos riscos previstos e informados ou indicam desvio das boas práticas.
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